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Case Studies

No Brasil

Segundo dados do SEBRAE o setor tem mais de dois milhões de empresas e gera R$ 110 bilhões equivalente a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) total produzido no país. A cifra chega a R$ 735 bilhões, se considerada a produção de toda a cadeia, equivalendo a 18% do PIB nacional em 2015.[10] No perído de 1997 a 2014, o BNDES investiu R$ 3,18 bilhões no setor de economia criativa através do Departamento de Economia da Cultura do banco[11].


Um dos principais empreendimentos do setor no país é o Porto Digital em Recife que criou um ambiente de negócios orientado para o mercado global. Fundado em 2000, o projeto nasceu com três empresas e 46 pessoas. Em 2014 eram 230 companhias e 7 000 funcionários incluindo multina­cionais como Microsoft, IBM e Accenture. No mesmo ano a Fiat Chrysler Automobiles anunciou a instalação de um centro de tecnologia automotiva que terá um investimentos de 500 milhões de reais e empregará 1 000 pessoas, entre engenheiros, técnicos e outros profissionais.[12]


Em agosto de 2016 foi inaugurada na Vila Madalena em São Paulo a Escola Britânica de Artes Criativas (Ebac)[13]. A instituição tem como proposta preparar profissionais para atuarem no mercado da Economia Criativa com enfase em design, arte digital, animação e arquitetura[14]. O prédio da instituição é um projeto do arquiteto paulistano Isay Weinfeld. [15]

As indústrias culturais e criativas, que incluem artes e artesanato, publicidade, design, entretenimento, arquitetura, livros, mídia e software, tornaram-se uma força vital na aceleração do desenvolvimento humano. 
Eles capacitam as pessoas a se apropriarem de seu próprio desenvolvimento e estimulam a inovação que pode impulsionar o crescimento sustentável inclusivo. 
Se bem nutrida, a economia criativa pode ser uma fonte de transformação econômica estrutural, progresso socioeconômico, criação de empregos e inovação, contribuindo para a inclusão social e o desenvolvimento humano sustentável.

No entanto, as indústrias criativas tornaram-se um colaborador cada vez mais importante para o crescimento do PIB. Os dados mostram, nos últimos 15 anos, que a economia criativa não é apenas um dos setores que mais crescem na economia mundial, mas também é transformadora na geração de renda, emprego e exportação. 
Segundo as estimativas da UNESCO, em 2013 a CCI gerou US $ 2,3 bilhões (3% do PIB mundial) e 29,5 milhões de empregos (1% da população ativa do mundo). Um estudo da Oxford Economics estimou que o CCI representa mais de 10% do PIB no Brasil e nos Estados Unidos. 
O comércio mundial de bens e serviços criativos também está aumentando rapidamente. A globalização e as novas tecnologias aceleraram as interações culturais entre os países, e a exportação de bens criativos cresceu a uma taxa de cerca de 12% ao ano nos países em desenvolvimento nos últimos 15 anos.
Desenvolver habilidades e capacidade de empreendedores criativos em algumas das comunidades mais vulneráveis ​​do Brasil
Para nutrir e criar redes criativas
Desenvolver uma infra-estrutura de consultores criativos especializados treinados em cinco estados onde os programas ocorreram.



FELLICIA

empoderamento através de identidade local, habilidade de gerações passadas, uso sustentável, de matérias primas naturais brasileiras, e design contemporâneo.


Fellicia foi criada em 2011 para comercializar produtos de Design para Inovação Social, originados do projeto de desenvolvimento sustentável implementado no nordeste do Brasil - no município de Santa Luzia do Itanhy, região de Sergipe - chamado Cultura em Foco. Esse projeto foi elaborado, coordenado e executado pelo IPTI, além de ser apoiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. O objetivo é promover a inclusão social e econômica da população de baixa renda através de um modelo baseado nos princípios de Economia Criativa, com estratégia de criar produtos de design contemporâneo com técnicas artesanais, inserindo a identidade local própria de cada comunidade beneficiada.

http://www.fellicia.com.br/catalogo-pt.pdf


Os aspectos mais importantes por trás da Fellicia são:

profissionalismo, autonomia e empoderamento dos diversos artesãos do nordeste do Brasil;

criação de produtos de maneira sustentável, com alto valor agregado, que utiliza técnicas tradicionais, se enquadrando em uma vertente do design brasileiro contemporâneo;

consolidação de uma associação que está produzindo artesanato de design contemporâneo em comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano - IDH;

criação de um modelo de negócios inovador que opera através da relação entre sustentabilidade e inovação, estruturada em três pilares: pesquisa e inovação, produção e comercialização de produtos. Neste modelo, essas habilidades são realizadas através de uma parceria entre a Instituição de Pesquisa Tecnologia e Inovação (IPTI), a associação (Associação dos Artesãos de Santa Luzia Itanhy) e uma empresa

de comércio (Fellicia), onde cada uma das partes contribui para a construção e consolidação de um modelo de desenvolvimento verdadeiramente sustentável.


IPTI

O Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação – IPTI – é uma instituição de arte, ciência e tecnologia, sem fins lucrativos, que busca gerar inovações capazes de promover o desenvolvimento humano, a partir da criação de tecnologias sociais nas áreas de educação básica, educação empreendedora e saúde básica.

O IPTI começou a dar seus primeiros passos em outubro de 2003, na cidade de São Paulo. Em 2009, a organização decide mudar sua sede para Santa Luzia do Itanhy, sul de Sergipe, um dos municípios com menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, para junto com a comunidade local gerar soluções que sejam eficazes em contextos de extrema vulnerabilidade e que tenham potencial de escala.

Ou seja, tudo acontece a partir de Santa Luzia do Itanhy. Depois de criadas, geradas e sistematizadas, as tecnologias sociais desenvolvidas naquela região estão prontas para re-aplicação em qualquer parte do planeta

http://www.ipti.org.br/sobre/


PORTO DIGITAL

Porto Digital é fruto e referência nacional de uma ação coordenada entre governo, academia e empresas, conhecido como modelo "Triple Helix". Essa iniciativa propiciou o ambiente necessário para fazer com que o Porto Digital se transformasse num dos principais ambientes de inovação do País.